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 O FAUNO

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† Maurício †
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MensagemAssunto: O FAUNO   Seg 21 Jan 2013, 23:32

"Por todo o mundo existem relatos de avistamentos de criaturas, meio homens, meio cavalos, podendo ser denominados como "Faunos". Alguns acreditam que esses seres são a representação material do próprio "demônio", cujo objetivo em surgir em nosso mundo seria um mistério. Outros já acreditam que essa misteriosa criatura possa ter vindo de outro mundo, talvez paralelo ao nosso, chegando até aqui através de algum portal interdimensional que teria se aberto.
Mas o que seria na realidade essa misteriosa e aterrorizante criatura tão citada em diversas partes do planeta?"
O Relato a seguir descreve mais um dos diversos avistamentos dessa bizarra criatura!

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Um dos relatos de família que mais me atemorizou durante a vida foi este, contado por minha saudosa comadre que eu chamarei de Laura.
Esta história, a qual foi verídica, mas com claro jeitão de lenda, me recordo de ouvi-la a primeira vez quando eu era criança, e em uma oportunidade quando ela estava acompanhada da outra testemunha pedi novamente para que ambas me relatassem.
O que consegui guardar na memória a maioria dos detalhes.
A outra moça, a amiga de Laura, que eu chamarei de Palmira, não gostava de tocar no assunto, e com muita insistência me recordei do olhar lacrimoso e das poucas palavras proferidas: “É mesmo” e “aquele terço era da mamãe, eu rezo com ele todos os dias”, enfim era notório que Palmira ficava totalmente pouco à vontade com o evento.


Minha comadre morava na cidade de Cachoeira Paulista (SP) [Coordenadas GPS (Latitude / Longitude) = 22°39'57.82"S, 45° 0'26.87"W], em uma ladeira, nas proximidades da antiga estação ferroviária [Coordenadas GPS (Latitude / Longitude) = 22°39'37.04"S, 45° 0'31.48"W].
Os caminhos nos dias de hoje estão repletos de tráfego 24 horas do dias devido aos devotos que procuram a *Canção Nova para rezar. Mas, naquela época, lá pelos anos de 1960 era bem mais tranqüilo e deserto à noite, aApesar de que a linha férrea quase nunca parava, bem o contrário de hoje, que foi completamente desativada, infelizmente.

*[A Canção Nova é uma Comunidade Católica que tem como objetivo principal "a evangelização através dos meios de comunicação": TV, Rádio, Internet e também por meio dos produtos do departamento de audiovisual - DAVI, nas produções e comércio de livros, CDs, vídeos, entre outros materiais, os quais são todos destinados à evangelização. http://www.cancaonova.com/].

A Laura, acostumada, portanto com os barulhos das locomotivas, foi com surpresa que ela começou a acordar certas noites da semana, sempre por volta das duas da madrugada com o barulho de um cavalo que galopava e relinchava debaixo de sua janela.
Estranhamente intrigada, ela começou a acordar o marido perguntado se ele também ouvia o cavalo.
O que ele sempre falava para ela, que ela voltasse a dormir porque era só sonho.
O que era de estranhar, é que a Laura era a típica “nona” que nunca tinha medo de nada; mas como ela mesma dizia: ”tinha algo de estranho naquele cavalgar, era meio anormal”.
Como não eram todas as noites, ela deixou para lá, até que em uma época de Quaresma o tal cavalo começou a acordá-la todas as noites, dando-lhe calafrios, e como sempre, o marido nunca ouvia, a não ser na última vez em que aconteceu.
Naquela madrugada, pelas palavras dela, seu marido acordou com o barulho do calvagar misterioso, e arrepiado e falou: “Reze Laura! Reze com fé que isto não é deste mundo”.

E neste ponto abro um parêntese para afirmar caro leitor, que meu saudoso “Tio” F. era uma pessoa de muito boa índole, e ainda freqüentava a Umbanda, sendo logicamente muito bem protegido, o que eu concluo que o tal evento não era para ele presenciar e sim para as duas mulheres que posteriormente foram postas à prova.
Agora com o alerta do marido, a Laura ficou então mordida pela curiosidade de ver este tal cavalo, apesar de faltar-lhe a plena coragem para simplesmente abrir a janela do quarto e olhar para a rua e ver o que galopava.
Ela então contou à amiga Palmira o que se passava todas as noites e a convidou para passar a noite na casa dela, para simplesmente (nas palavras dela) ver se era ou não um simples cavalo andarilho que escapou de alguém e resolveu dar umas voltas na rua da casa dela e ponto final.
(Mas se não fosse sua intuição avisando que havia algo de sinistramente errado, por que simplesmente não olhar para fora, oras?).

Então as duas combinaram, e a Palmira começou a dormir na casa dela por várias noites.
A Palmira, mesmo um tanto “avoada” das idéias, e totalmente sem-noção, era pelo menos muito católica, daquelas de rezar o terço e ir à missa da manhãzinha diariamente.
E como era Quaresma então, suas orações triplicavam, seguidas naturalmente de jejuns, sacrifícios e todo o leque de questões que os católicos, ainda mais os do tempo mais antigo, carregam neste período.
Até que em uma determinada noite, a Laura acordou ouvindo ao longe o galopar do tal suposto cavalo, e então acordou o marido e a Palmira.
Meu tio ainda deu-lhe o último aviso para que orasse com fé apenas e parasse de frescura de quere ver o que se passava, o que ela ignorou.
Correu e viu a Palmira já com o terço na mão e os olhos vidrados de tanto medo, mas com firmeza: “Abre a janela que a gente vai ver o que Jesus quiser!”.

Então elas abriram a janela, e aAí sim, elas viram o que me fez dormir com a luz acesa por noites: não era um cavalo, era um velho magérrimo, com a barba arrastando ao chão, com os olhos furados que descia a ladeira relinchado; e pior, ele não andava, ela saltava com as duas pernas ao mesmo tempo e em lugar dos seus pés, haviam cascos!

Quando as duas viram que o tal "ser" vinha descendo pelo meio da rua na direção da janela onde estavam, ela viu os braços do marido agarrarem a elas e falar com a criatura: “Que você, meu irmão, siga seu caminho em nome de Deus o Altíssimo e de Jesus que a todos acolhe em seu Amor! Siga seu caminho em Paz!”.
E fechou a janela. Foi então que a Laura viu, que de tanto medo, havia uma poça da própria urina!
E cadê a coragem de sair para a varanda pegar pano, balde, desinfetante para passar no chão, além de ir tomar um banho, já que o banheiro ficava também na varanda!
E a Palmira, então coitada, ficou até rezando um rosário atrás de outro de joelhos até o amanhecer!
Minha comadre falava que o marido não chegou a ver o que tinha lá fora, pelo menos era o que ele dizia!
Que apenas viu que as duas estavam sofrendo um perrengue ao ouvir os gritos das duas, e no reflexo, correu para acudir a mulher e a tonta da amiga!
E além de tudo, a Laura ainda tomou o maior esculacho do seu marido, por não ter seguido seus conselhos de orar apenas, sem se deixar levar pela curiosidade leviana.
Bem, depois disso, ela disse que nunca mais ouviu o tal cavalgar, pois missas, novenas, e tudo mais o tal espírito recebeu das duas mulheres por semanas!

Agora, eu penso, o que seria a tal aparição: erro de interpretação devido ao medo e ao escuro, sendo apenas um cavalo, um jumento de alguém que fugiu? E as duas não perderam a oportunidade de inventar uma boa estória? Ou creram de fato na ilusão de ótica?
Esse é um mistério que jamais será desvendado.

Jaqueline Cristina
São José dos Campos - SP - Brasil
Citação :
Bom Medo Extremo
Citação :
Fonte: alemdaimaginacao.com
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